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Pague por uma Ferrari e leve um Fusca!

Voltando ao tema da internet como prestação de serviço no Brasil, faço questão de reproduzir aqui, na íntegra, oportuna matéria da repórter Ana Paula Viana para o Jornal Extra. Caso queira ver a matéria no site, clique aqui.

A matéria é bastante clara e vai direto ao ponto. Vejamos:

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Empresas só garantem 10% da velocidade contratada em internet de banda larga


Que tal comprar uma Ferrari e receber um Fusca? Ou quem sabe reservar um hotel de luxo e ter que dormir num quartinho de pensão? O que parece inaceitável para qualquer consumidor é quase uma rotina em contratos de prestação de serviços de internet por banda larga: pagar demais para receber de menos.
As cláusulas disponibilizadas por operadoras como Oi (Velox) e Net (Virtua), pela internet, são claras ao informar que elas garantem o fornecimento de apenas 10% da velocidade máxima contratada pelo cliente, por conta de eventuais problemas técnicos ou na rede que possam ocorrer.
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não existe qualquer irregularidade nesse tipo de cláusula. Em nota, o departamento técnico da agência reguladora informou que "Não há na regulamentação do Serviço de Comunicação Multimídia a previsão de índices mínimos de qualidade, como a velocidade mínima da conexão. É a própria prestadora quem os define".
A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor — Pro Teste, Maria Inês Dolci, discorda da Anatel e diz que a agência deveria ser mais firme para poder proteger os usuários:
— Esse tipo de cláusula é abusiva. Como pode o cliente ter que pagar integralmente por um serviço que pode não ser fornecido por completo? Há, inclusive, decisões na Justiça contra essa prática.
Nova regulamentação
Segundo o Anatel, essa situação deverá se modificar com a edição do Regulamento de Gestão da Qualidade da Prestação do Serviço de Comunicação Multimídia, que, em breve, estará em consulta pública e criará indicadores de qualidade para o setor.
Para o colunista de tecnologia do EXTRA, Paulo Guilherme Bolandini, na hora de contratar o serviço de internet, o consumidor também deve ficar atento a seu perfil de uso, para não pagar por um plano além de suas necessidades. Veja no quadro quanto é possível acessar com cada tipo de plano.










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Grande abraço,

Marcelo Oliveira

Olha que legal...

O surgimento da internet provocou uma revolução sócio-cultural de alcance e velocidade jamais vistos na história da humanidade. Praticamente nenhum aspecto social ou cultural ficou imune ao poder da Web. É claro que o Marketing foi um dos principais destes aspectos afetados. Da compra online aos modos de divulgação é imensa a gama de novos paradigmas e possibilidades. Mas dentro das modalidades de influência da internet no Marketing, um dos que me chama mais atenção é a maneira como ela potencializa idéias já sedimentadas e remodela formas de comunicação eficientes. É o caso do atualíssimo marketing viral.

Marketing viral nada mais é do que a versão "turbinada" do famoso boca-a-boca. a idéia é simples: faça algo que as pessoas gostem e elas farão propaganda espontânea disso. Todo comerciante ou prestador de serviço sabe que um cliente bem atendido vai indicar o produto/serviço para pessoas próximas. O melhor desta propaganda é que o fornecedor pega carona na credibilidade de quem é conhecido pelo consumidor em potencial e/ou testou o produto sem gastar nada ou muito pouco para isso. Foi justamente a internet que elevou o "boca-a-boca" ao status de "marketing viral", uma vez que amplificou muito o alcance de cada "anunciante involuntário".  Com um único clique alguém bem relacionado na web pode atingir milhares de pessoas e, assim, a propaganda vai se disseminando em velocidade espantosa.

Alguns exemplos bacanas de marketing viral.

Quando a Google lançou o Orkut e o Gmail (e atualmente o Google +) ela convidou algumas pessoas e não ofereceu cadastro direto aos serviços. Somente recebendo um convite as pessoas poderiam fazer parte. isto gerou uma tensão entre oferta e procura que provocou um enorme rumor, o chamado "buzz", na mídia se tornando logo objeto de desejo da grande maioria dos internautas.

O youtube virou talvez o principal palco (tirando as caixas de entrada de email) do Marketing Viral. Cada vez mais as pessoas usam os videos caseiros (ou nem tanto) para promoverem-se pessoal ou profissionalmente. Um fenômeno brasileiro recente que foi muito comentado é o caso da "Banda mais bonita da cidade". Quem não viu o clipe e não ficou com a música na cabeça? Sem falar na propaganda da propaganda, ou seja, os clipes homenageando ou parodiando o clipe. A banda passou de local para nacionalmente conhecida e comentada em questão de horas.



Outro exemplo interessante, que também explora o recurso do vídeo é a ação institucional que "faz propaganda sem fazer propaganda". É aquela em que uma empresa usa um mote aparentemente não comercial para divulgar sua marca e reforçar ou criar uma imagem positiva junto aos consumidores. Cito aqui o clipe da Vivo para o dias dos namorados, usando a música "Eduardo e Mônica" da Legião Urbana. No dia que foi lançado o clipe bombou nas redes sociais imediatamente. Logo surgiu a acusação de plágio de uma antiga ação da Claro muito semelhante na proposta. Sem entrar no mérito da questão do plágio, esta acusação gerou o tal "buzz" que sustentou o clipe lá no alto por muitos dias após o lançamento.



Por fim, vejo o marketing viral como a principal vocação do Twitter. Por causa da simplicidade de sua dinâmica, nenhuma outra ferramenta tem o mesmo poder viral do Twitter. O poder dos tweets e retweets é realmente impressionante.

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Grande abraço

Marcelo Oliveira


Tire isto da minha frente, por favor!

Toda vez que preciso entrar em algum grande portal que ainda utiliza propaganda no formato pop-up (aquelas janelinhas que pulam na frente da tela e ficam passeando de forma irritante) fico me perguntando: por que cargas d'água alguém pagaria pra ser chato? Será assim tão difícil pras empresas perceberem que as malditas pop-up são, disparado, o mais rejeitado e inconveniente formato de propaganda via Web?

Existe aquele velho pensamento de que o importante é fixar a marca, seja como for. Em outras palavras: "fale mal, mas fale de mim". Não tenho pesquisas para balizar minha opinião sobre o tema, mas o forte sentimento que tenho a respeito, baseado em experiência pessoal e em conversas com muitas pessoas, me diz que este pensamento só atinge o efeito desejado por um curto período de tempo. Me parece haver cada vez mais uma relação muito estreita entre o grau de aceitação de um determinado produto ou serviço e a forma como ele é divulgado. Ou seja, se o consumidor rejeita a forma da propaganda (mesmo que não rejeite o conteúdo, a mensagem da propaganda) logo passará a rejeitar o produto/marca.

O caso das pop-ups são ainda piores, pois na melhor das hipóteses, para o anunciante, o consumidor vai fechar rapidamente a janela, sem nem mesmo prestar qualquer atenção ao que está sendo divulgado ali. Ou seja, o melhor que pode acontecer é o cara jogar dinheiro fora. Mas há o risco de, como dito acima, o consumidor prestar bem atenção na janelinha chata, para NÃO comprar nunca aquele produto.

Me diz aí: você já clicou em alguma pop-up?

Grande abraço,

Marcelo Oliveira

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